Crescimento da inadimplência no Brasil está em ritmo lento

Houve um aumento de 1,3% na inadimplência em setembro deste ano, comparado com o mesmo mês em 2018. A informação é da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e (CNDL) e do SPC Brasil.

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De acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), houve um pequeno crescimento de inadimplência de pessoas físicas no país: que mostra o aumento de 1,3% de setembro deste ano comparado com esse mês em 2018.

inadimplência
Foto: (reprodução/internet)

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O aumento registrado pela pesquisa levantada pode ser considerado pequeno, mas não deixa de ser um aumento de inadimplência no Brasil. É a menor expansão do número de devedores desde dezembro de 2017, que também apresentou uma variação de 1,3%.

Em setembro de 2018, por outro lado, o número de inadimplentes teve um crescimento de 3,9%, algo muito mais expressivo e significativo. Portanto, pode-se afirmar que o crescimento de inadimplentes de setembro deste ano ao mesmo período do ano anterior foi menos prejudicial.

Arrefecimento da inadimplência

Quando se faz a comparação do arrefecimento da inadimplência, também é possível perceber alterações. Por exemplo, sem o ajuste sazonal, em setembro desde ano houve uma redução de 0,5% da quantidade de consumidores que apresentam contas atrasadas. Essa já é a quarta queda seguida.

Queda nas dívidas em atraso

O número das dívidas em atraso também diminuiu consideravelmente, até mais do que a diminuição no tópico anterior. A queda foi de 2,5% de setembro desde ano em comparação com o mesmo período de 2018. Já é a quarta contração seguida e a maior delas desde dezembro de 2017.

O que o futuro reserva?

Segundo Roque Pellizzaro Junior, o presidente do SPC, é esperado que a curto prazo a inadimplência não volte a crescer e fique estabilizada.

Ele diz: “A economia e o consumo seguem se recuperando de forma lenta e gradual e assim deverá ser o comportamento dos próximos meses. Isso impedirá que a inadimplência cresça a taxas expressivas como no passado, mas por sua vez, também não será o suficiente para induzir uma queda mais acentuada no número de atrasos. Ainda demorará para observarmos um aumento expressivo na renda do brasileiro e na queda do desemprego, que são os fatores que mais pesam na capacidade de pagamento das famílias.”

A inadimplência em outros segmentos

Na maior parte dos segmentos, a inadimplência também teve queda, com exceção das questões do pagamento de água e energia elétrica. No Nordeste e no Centro-Oeste houve queda na inadimplência, embora em regiões como Norte, Sudeste e Sul tem sido possível identificar um aumento.

Houve também uma queda expressiva de 20,1% nos atrasos de contas de TV por assinatura, internet e telefone, e uma retração menor, de 4,2%, na inadimplência do crediário de departamentos comerciais.

Jovens apresentam menos inadimplência

Outro dado importante é o de que houve uma queda de 22,4% de inadimplentes de 18 a 24 anos deste mês de setembro em comparação com setembro do ano passado. Quedas menores foram registradas nas faixas de 25 a 29 anos (-9,7%) e de 30 a 39 anos (-1,5%).
Em idades mais avançadas, houve aumento de inadimplentes.